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Dra Raíssa Porto

ANESTESISTA

Consulta pré-operatória

Avaliação do histórico médico

O médico coleta informações sobre condições pré-existentes do paciente, como doenças cardíacas, respiratórias, renais, diabetes, hipertensão, entre outras. Isso é crucial, pois essas condições podem afetar a escolha do tipo de anestesia a ser administrada.

Identificação de alergias

A consulta permite ao anestesiologista identificar possíveis alergias, especialmente a medicamentos e substâncias anestésicas, prevenindo reações adversas graves durante a cirurgia.

Análise dos exames laboratoriais e de imagem

O anestesiologista revisa exames, como hemograma, função renal, função hepática, exames cardíacos, entre outros, para garantir que o paciente está apto para ser submetido à anestesia sem riscos elevados

Orientações sobre jejum e medicações

O profissional fornece orientações sobre como o paciente deve se preparar para o procedimento, incluindo a necessidade de jejum antes da cirurgia e ajustes em medicamentos que o paciente já utiliza, como anticoagulantes ou medicamentos para doenças crônicas.

Avaliação de risco anestésico

A consulta é uma oportunidade para o anestesiologista avaliar o risco anestésico do paciente, levando em consideração seu estado de saúde, idade, tipo de procedimento e histórico de reações adversas a anestésicos.

Planejamento da anestesia

Com base nas informações obtidas, o anestesiologista pode escolher o tipo mais adequado de anestesia (geral, local, regional, etc.), ajustando a abordagem à necessidade e segurança do paciente.

Risco de complicações

O médico pode prever e preparar para eventuais complicações que possam surgir durante o processo anestésico, como dificuldades na intubação ou reações adversas à anestesia.

Em resumo, a consulta pré-anestésica é uma etapa essencial para a minimização de riscos, assegurando que o paciente passe pela cirurgia com o maior nível de segurança possível.

Quem sou eu?

Me chamo Raíssa Porto, sou médica graduada pela Universidade Estadual de Montes Claros. Ainda nos períodos iniciais da graduação, ouvi uma frase de autoria do Hipócrates (aquele mesmo do juramento de quando nos formamos) sedare dolorem opus divinum est  – aliviar a dor é algo divino. Isso me marcou muito sobre a responsabilidade que o médico carrega e foi fundamental para minha formação médica tanto quanto para a escolha da minha especialidade, anestesiologia (do dicionário: s.fm.). Aliviar a dor tornou-se o meu propósito.

Depois de quase 5 mil anestesias realizadas, percebi que todo procedimento cirúrgico tem algo em comum: o risco. Ele pode ser pequeno ou significativo, mas é sempre fonte de ansiedade para o paciente. Com o tempo, entendi que minha atuação vai além da anestesia física — também preciso aliviar a dor emocional, a angústia diante do desconhecido e dos possíveis riscos.

Existe uma ferramenta poderosa para isso: o preparo pré-anestésico. Ele reduz o estresse antes da cirurgia, a mortalidade, o tempo de internação, o uso de anestésicos, além de diminuir náuseas, vômitos e até a dor no pós-operatório.

A consulta pré-anestésica é o primeiro passo desse preparo. Quando bem feita, permite ajustar medicações, identificar alergias ou fatores de risco e tomar medidas preventivas para evitar complicações durante a cirurgia.

Mini Curso Pré-Op

Foi reconhecendo esses benefícios que em 2023, após retornar de um programa de Observership em Portugal, encantada com esse cuidado no pré-anestésico que os europeus tem, e querendo fazer o mesmo no meu país, eu lancei um Mini Curso de Pré-Operatório. Meu intuito era ensinar outros colegas como fazer de forma bem-feita, técnica e direta, todo esse preparo, reduzindo assim complicações durante as anestesias e cirurgias. E o curso segue indo muito bem… com resultados impressionantes e feedbacks muito positivos dos colegas.

Pergutas Frequentes

Sim. A telemedicina é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio da Resolução nº 2.314/2022. É uma prática legal e segura, que permite a realização da consulta pré-anestésica de forma remota, desde que garantida a qualidade do atendimento, a privacidade do paciente e a segurança das informações.

Sim. De acordo com o CFM, a consulta pré-anestésica pode ser realizada por um anestesista da equipe, mesmo que não seja o mesmo profissional que estará presente no ato cirúrgico. O mais importante é que todos sigam os protocolos estabelecidos, garantindo a segurança e o bem-estar do paciente durante todo o processo.

A anestesia é cuidadosamente planejada para reduzir riscos e efeitos colaterais, como náuseas e vômitos no pós-operatório. O anestesista pode escolher medicamentos específicos e estratégias personalizadas para prevenir esses sintomas, proporcionando uma recuperação mais confortável e tranquila.

O controle da dor é uma das principais responsabilidades do anestesista. Durante e após a cirurgia, são utilizados medicamentos e técnicas específicas para minimizar o desconforto. Caso a dor persista, é essencial comunicar à equipe médica para que o tratamento seja ajustado de forma adequada e segura.

Sim. O paciente tem direito ao acompanhamento pós-operatório, inclusive com retorno para avaliação da anestesia, se necessário. Esse acompanhamento é importante para esclarecer dúvidas, relatar sintomas e garantir que a recuperação esteja ocorrendo da melhor forma possível, conforme previsto nas boas práticas médicas e orientações do CFM.

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Consulta Online (Telemedicina)

A telemedicina teve seu funcionamento autorizado e liberado pelo governo federal com a Lei 13989/20 e pelo CFM pela Resolução n° 1643/2002. Com base nessas determinações é possível usar a tecnologia a favor do cuidado médico, e realizar atendimentos teleassistidos.

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